terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Os Negros no Pará

Prof. Leonardo Castro

No Pará, a defesa dos indígenas pelos missionários, defendendo a liberdade dos nativos, criou as condições para a importação de escravos africanos para o Estado do Pará.


Além disto, como a região amazônica a ser explorada era imensa, seja para a agricultura ou pela coleta de produtos de origem florestal necessitava-se de um maior número de força de trabalho para a região. Desta forma a mão-de-obra na região amazônica se apresentava como uma problemática para os colonos. Em Portugal já se utilizava a mão-de-obra escrava africana há séculos: a dos negros ou a de árabes do norte da África. Desde o início da colonização do Grão-Pará houve a necessidade de resolver problemas de mão-de-obra e Portugal buscou o problema com a escravidão negra africana. Na Amazônia, o número de escravos negros não chegou a ser tão numerosos quanto em outras regiões do Brasil. Isto devia-se ao fato de que a atividade básica da região – o extrativismo florestal – exigia o conhecimento da floresta amazônica e os negros não a conheciam.


Entretanto, a sociedade colonial existente na Amazônia portuguesa, ao longo dos séculos XVII ao XIX, não se limitava a atividades coletoras e comerciais das “drogas do sertão” e do uso da mão-de-obra indígena, desta forma a mão-de-obra africana desempenhou diversas atividades na região do Grão-Pará e Maranhão. Mas foi somente com a criação da Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão (1755-1778), visando o estabelecimento da política pombalina de fomentar as atividades comerciais na Amazônia, que as cifras dos cativos traficados entre a África e a Amazônia portuguesa aumentam significativamente. Entretanto, isso não irá dar conta totalmente da carência por trabalhadores escravos na região.


As nações africanas que abasteceram o tráfico na região entre o século XVIII e nas primeiras décadas do XIX foram os bantos, o grupo Sudanês e nações do grupo Guineu-Sudanês, além de outras indicações étnicas consideradas duvidosas.


A maioria da população de escravos negros presentes eram originados diretamente da África, pois o número de escravos nascidos na região ainda era pequena. Neste contexto, houve a presença dos cativos africanos desempenhando várias atividades em diversas regiões do território amazônico e do Grão-Pará como a presença africana no Baixo Tocantins na coleta das drogas do sertão; no Marajó com o trabalho na criação de gado; no Baixo Amazonas, onde a coleta do cacau representava a principal atividade econômica no século XIX; na Ilha das Onças no trabalho de artesanato de cerâmica; além da presença de escravos no próprio espaço urbano da capital paraense. De fato, o trabalho escravo africano na região amazônica possuiu grande importância para a economia regional.


Os negros, aqui escravizados, foram utilizados para trabalhar na lavoura de cana-de-açúcar, em engenhos como o Engenho do Murucutu em Belém e o Engenho do Cafezal em Barcarena.



As ruínas do Engenho Murucutu, em Belém. O engenho possui quase trezentos anos de história. Foi obra do arquiteto italiano Antônio Landi.





Engenho do Cafezal, Barcarena, PA, em 1872, do proprietário Fortunato Alves de Souza. Foto de Vicente Salles, em 1968.



Resistência negra: Quilombos e a capoeira

Ao longo da história o Gão-Pará abrigou vários quilombos com expressiva população. Espalharam-se na calha do Amazonas, Tocantins, ilha do Marajó, Amapá e, principalmente, a leste de Belém a caminho do Maranhão.


Por exemplo, no século XIX, o quilombo de Alcobaça (hoje Tucuruí) contou com mais de 300 indivíduos.


Em 1835, negros do quilombo de Caxiú, cerca de 400, comandados pelo preto Félix, e um tal Manuel Maria, reforçaram o grupo do chefe cabano Eduardo Angelim.


Um líder quilombola foi o negro Cristovão, que levantou os escravos do engenho Caraparu. Nos anos de 1835, Benfica e Caraparu, proximidades de Belém, eram engenhos de açúcar, com vasta escravaria.


O núcleo rebelde, como os negros do Murucutu, nas terras do poderoso Rodrigues Martins, destruiu totalmente o engenho e deu o que fazer ao general Andreia que, para batê-lo, organizou nada menos do que três expedições. Somente a última, comandada pelo capitão-tenente Osório, com cerca de 200 homens, enfrentou cerca de 150 amotinados.



A Capoeira

O negro escravo organizou seu próprio sistema de defesa. E começou usando o próprio corpo. A defesa com o corpo gingando, com o ataque rápido e certeiro, característico do negro de Angola: era a capoeira.


A capoeira enquanto jogo ou luta, é de origem africana, tendo raízes em Angola, portanto tradição dos negros bantos.


No século XIX, no jornal O Publicador Paraense, Diário de Notícias e a folha ilustrada A Semana eram constantes as noticias de capoeiras no Pará.




Texto e Contexto

“Os capoeiras não são mais que vagabundos, livres ou cativos, dados à crápula, à velhacaria, a vícios infames. (...) aparecem até de dia, já não procuram envolver-se no escuro manto da noite; de dia mesmo praticam das suas.”
(O Publicador Paraense, Ano II, nº 58, p. 2.)

“Ante-ontem, às 8 horas da noite, no largo da Santana, um negro, metido à capoeira, fazia troça com outros companheiros”
(Diário de Notícias, Belém, 15/11/1882. p. 3.)

“O grosso cacete é a arma predileta para os exercícios de capoeiragem; a navalha, a tira-teima, se porventura o freguês está jurado
A polícia é a única que não vê os vadios, em grupos, pelos cantos e tascas, fazendo a apologia da cachaça e pondo em risco a vida dos pacíficos cidadãos!”
(A Semana, Ano 4, nº 5, 24/03/1890. p. 2.)





Abolição da escravidão no Pará


Com o término do tráfico negreiro transatlântico entre o Grão-Pará e a África (1834) não representou a interrupção desta atividade, pois já havia todo um comércio interno entre os Estados do Brasil e do Grão-Pará e Maranhão. Com isto, é importante notarmos que Belém não se limitava apenas em ser um pólo receptor de cativos africanos, mas também um pólo exportador de escravos. Através do porto de Belém ocorria um tráfico interprovincial de escravos a fim de abastecer as necessidades de mão-de-obra africana para o mercado de trabalho de outros pontos da Amazônia.


No século XIX, no Brasil, ocorreu a luta para abolir a escravidão no país. No Pará, em Belém foi fundada a Sociedade Filantrópica Emancipadora da Provincia do Grão-Pará, criada pelo médico Carlos Seidl, em 1869. Em 1882, surgiram organizações abolicionistas como o Clube Felipe Patroni e o Clube Batista Campos.


Em abril de 1888, com a ascensão na Corte do Gabinete de João Alfredo,os abolicionistas criaram, no Grêmio Literário, uma associação denominada Liga dos Cativos da Província do Pará. Após discussão sobre o estatuto, decidiram: a) que todos os membros da diretoria dariam liberdade aos seus cativos; b) que escolheriam a data de 13 de maio para a abolição total dos escravos do Pará; c) como o dia 13 de maio estava próximo, adiaram para o ano seguinte (1889) a extinção do cativeiro.


Imagem retrata a redenção de Benevides do trabalho escravo. A Vida Paraense, Belém, 30/03/1884.


Sátira das festas de doação de cartas de liberdade aos escravos no Teatro da Paz. A Semana Ilustrada, Belém, 30/03/1884.



O jornal Diário de Noticias, de João Campbel, engajou-se na campanha abolicionista, denunciando o tráfico e desembarque de negros no Pará.



Texto e Contexto

Pele Negra

“O vapor Bahia trouxe 13 escravos para serem vendidos nesta província, graças à proteção facultada pela assembléia aos especuladores dessa torpíssima industria.”
(Diário de Noticias, Nº 154, 06/07/1881, p. 2.)

“Do Maranhão entrou ontem o vapor Alcântara, trazendo o formidável carregamento de 57 escravos e 20 ingênuos.
Esses infelizes vieram com destino a Olaria do Sr. Domingos Noguez.
Esse facto depõe seriamente contra nós, e devemos o conceito péssimo feito a nosso respeito, dentro e fora do paiz, unicamente à politicagem dos nossos deputados.”
(Diário de Noticias, 24/06/1882, p. 2.)




Poesia antiescravista também circulava no jornal, como as de Tobias Barreto.


Texto e Contexto

“Se Deus é quem deixa o mundo
Sob o peso que o oprime
Se ele consente este crime
Que se chama escravidão;
Para fazer homens livres,
Para arrancá-los do abismo,
Existe um patriotismo,
Maior que a religião.”
(Tobias Barreto. Diário de Noticias, 02/07/1884. Citado em SALLES, Vicente. O negro na formação da sociedade paraense. Belém: Paka-Tatu, 2004. pp. 73-74.)




Em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea, assinada pela princesa Isabel, aboliu a escravidão em todo Brasil. Recebendo a notícia, o presidente da província Miguel Almeida Pernambuco fez publicar, pela imprensa, um edital, determinando a execução do Decreto nº 3.353 em todo o território do Pará.



Influências negra no Pará

A contribuição do negro no Pará se manifesta nos folguedos populares, na culinária, no vocabulário e nos vários aspectos do folclore regional.


O negro que veio como escravo para o Pará, assim como o indígena e o branco, sobretudo o português, contribuiu e influenciou para a formação da sociedade paraense. O negro contribuiu com o seu trabalho durante séculos, mas também contribuiu com sua cultura, seja na culinária com a feijoada típica, seja na capoeira, na música e na dança.



Texto e Contexto

Observaram Spix e Martius, nos anos de 1820, os negros e mulatos paraenses.

“Os mulatos são os mesmos também aqui; é a mesma gente facilmente excitável, exuberante, pronta pra qualquer partida, sem sossego, visando a efeitos espalhafatosos. Para a música, o jogo e a dança, está o mulato sempre disposto e agita-se insaciável, nos prazeres, com a mesma leviandade dos seus congêneres do sul, aos sons monótonos, sussurrantes, do violão, no lascivo lundu ou no desenfreado batuque.”
(SPIX & MARTIUS. Viagem pelo Brasil, 1817-1820. São Paulo, 1962, 3 v. p. 22.)




Uma grande contribuição dos negros no Pará foi a sua participação ativa no movimento revolucionário da Cabanagem, onde negros escravos e ex-escravos se destacaram como o negro Manuel Barbeiro, o negro liberto de apelido Patriota e o escravo Joaquim Antônio.




Texto e Contexto

Negros e a Cabanagem

“Emergindo dos mocambos e das senzalas ou afluindo dos quilombos ignotos, no seio das selvas e nas praias desabitadas, os escravos acostaram-se à causa cabana, com o objetivo da reconquista da liberdade.”
(HURLEY, H. J. Traços cabanos. Belém: Off Gráficas do Instituto Lauro Sodré, 1936. p. 209.)



Referência Bibliográfica

ALDEN, Dauril. O significado da produção de cacau na região amazônica no fim do período colonial: um ensaio de história econômica comparada. Belém: NAEA/UFPa, 1974.

BEZERRA, Neto. José Maia. Escravidão negra no Grão-Pará: Sécs. XVII-XIX. Belém. Paka-Tatu, 2001.

PROST, Gérard. História do Pará: das primeiras populações à Cabanagem. Volume I. Belém: Secretaria de Estado de Educação, 1998.

ROCQUE, Carlos. História geral de Belém e do Grão-Pará. Belém: Distribel, 2001.

SALLES, Vicente. O negro na formação da sociedade paraense. Belém: Paka-Tatu, 2004.

VERGOLINO, Anaiza, FIGUEIREDO, Napoleão. A presença africana na Amazônia Colonial. Belém: Secult, 1990.

19 comentários:

  1. Tive um embate cultural com uma professora, pois como paraense sei da influência negra na cultura paraense.
    Atualmente moro em SP, e as pessoas muitas vezes desconhecem a história e desrespeitam a cultura de um povo.
    O embate foi sobre o vatapá da região norte, com dendê e sem castanhas.
    Meu email é katia.macedom@gmail.com

    ResponderExcluir
  2. mande um feed back sobre a questão culinária e negros no Pará. Vou aguardar.

    Kátia

    ResponderExcluir
  3. sou talita jeanne da silva e to na 8 serie e to fazendo trabalho sobre isso e meu trabalho tha ficando muito bom e interesante eu estou gostando muito sobre o assunto os negros do parà vou espera mais assunto sobre isso........

    ResponderExcluir
  4. sabermos de nossa história é valorizarmos àqueles que fizeram de sua vida uma bisca constante pela igualdade social.

    ResponderExcluir
  5. neste dia 20 de novembro DIA DA CONSCIENCIA NEGRA estaremos em SESSAO SOLENE na CAMARA MUNICIPAL DE SANTA LUZIA DO PARA - A PEDIDO DESTE VEREADOR - COMEMORANDO E VOTANDO PROJETOS E REQUERIMENTOS QUE VALORIZEM NOSSAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS.

    ResponderExcluir
  6. Meu nome é Lélia,sou do Pará (Parauapebas), mas infelizmente conheço pouquíssimo sobre meu Estado. Pra se ter uma noção, ainda nem conheço a capital paraense e o pouco que sei sobre o nosso "lindo e rico Pará", aprendi com pesquisas em livros e sites como este... Conclusão: Amei este trabalho. Para mim foi esclarecedor. Gostei muito das fotos... (meu e-mail: leliaclaudiar@gmail.com)

    ResponderExcluir
  7. Belíssimo trabalho,após uma viagem recente ao Rio de Janeiro,com passagem por Petrópolis e conhecendo muitos pontos da história carioca me veio a questão: o que sei sobre o meu amado Pará? e tirei a semana para buscar informações até então por mim desconhecidas.
    Deste seu artigo, retirei a informação da presença de negros na região do Tocantins para buscar mais informações sobre isto, visto que minha família mora na região e meu avô é de uma comunidade chamada Pindobal, próxima a igarapé miri e na qual residem apenas pessoas negras ou já mestiças de outras localidades,sempre mencionam lá ser um antigo quilombo,mas ninguém possue informações precisas. A partir da informação da ocupação negra naquela região vou buscar as origens de meu povo do Pindobal.
    Abraços.
    ASs.Profª Raquel FErreira

    ResponderExcluir
  8. tbm estou fazendo um trabalho sobre a cultura paraense e estou achando super interessante,a cada assunto vou me

    ResponderExcluir
  9. meu nome é edilne guimaraes, estou iniciando um artigo, no qual adordarei o tema referente ao negro e sua religiosidade na cultura paraense. gostaria de receber assuntos referente a ese tema. ok!!

    ResponderExcluir
  10. Muito bom o artigo! Sou negro e amapaense e como nos tempos da escravidão o Amapá não existia (era parte do Pará ainda) é necessário entender a História do Pará para entender a presenca do negro aqui no meu estado. Alguns de meus antepassados foram escravos nas cidades de Macapá e Mazagão e gosto muito do tema.
    Aqui no estado do Amapá a presenca dos negros é óbvia. Nas dancas do Marabaixo, do Batuque, do Sairé (assim como vocês têm sairé aí, nós temos aqui), do Vominê e do Zimba. Nos vários quilombos que existem até hoje (Curiaú, Lagoa dos Índios, Mel da Pedreira, Cunani, Carvão, etc..). Na Festa de São Tiago. Nos monumentos erguidos pelas mãos dos negros. E nos descendentes desses escravos que hoje ainda vivem em Macapá e Mazagão, principalmete.
    Como nós vivemos na Amazônia, muitos acham que não houve negros aqui e que a nossa cultura é só indígena. Claro que a cultura indígena influenciou muitíssimo, mas não podemos esquecer da contibuicão africana para a formacão histórica da Amazônia, principalmente no Pará, Amapá e Maranhão.
    EDUARDO CAMILO, MACAPÁ-AP.

    ResponderExcluir
  11. Nossa !!! a historia do Pará eh muito linda mesmo ...

    Adorei saber mais um pouko sobre meu estado, coisa q antes eram desconhecidas por mim e que agora vou poder com-patinhar...

    By: Lais Sousa
    2ªano do Ensino Médio da escola : General Euclydes Figueiredo.

    ResponderExcluir
  12. acho fantastico o empenho de todos por conhecer mais a historia de nosso estado. Tb sou afro descendente e pretendo conhecer a origem de meus antepassados. Moro em Irituia, mas não tenho obtido informações sobre os negros que viveram na região. Se algeum possuir alguma coisa, por favor me repasse ze.suncao@hotmail.com. Obrigado por tudo.

    ResponderExcluir
  13. Como paraense e descedente de escravos, fico descontente ao rever fatos de nossa historia, ora hoje esquecidos pelo nosso povo, principalmete pelos politicos.
    Lembram do MARCO DA LÉGUA que fica no bairro do Marco enfrente so SESI? pois bem: hoje nem percebemos sua localização, pois entre CICLOVIAS, BRT e outros apetrechos rodoviarios, acabaram por ofuscar tal monumento, lembrando que meus antepassados vindo da africa, carregavam cargas do cais do porto para a fazenda MURUCUTUM e muitos eram açoitados no referido MARCO (PELOURINHO) pelo feitores, que não se importavam com a carga imputada para a labuta diaria aos pobres escravos negros vindos da MÃE AFRICA.
    Paulo Sérgio dos Santos Ferreira
    pweskley@gmail.com

    ResponderExcluir
  14. Aqui podemos visualizar como se encontra o monumento historico.
    Paulo Sérgio dos Santos Ferreira
    pweskley@gmail.com
    http://sergiopandolfo.com/image.php?userid=51130&imageid=629814.jpg&maxw=400&maxh=533&bgcolor=D9DEE6

    ResponderExcluir
  15. Conhecer a história do negro e suas raízes são importantes, por isso temos que fazer valer a lei 10.639/03 e 11.645. Também possuo um canal de informação, lá posto alguns artigos sobre a história da África e do negro:
    http://porumahistoriadaafrica.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  16. Olá, me chama Carlos André e sou Capoeirista a 8 Anos e sempre venho tentando obter novos conhecimentos no assusto, porém, me desculpe professor, mas sua tese sobre a capoeira e pouco explicada. o senhor diz:"A capoeira enquanto jogo ou luta, é de origem africana, tendo raízes em Angola, portanto tradição dos negros bantos.".o fato é que A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão-de-obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, principalmente nos engenhos (fazendas produtoras de açúcar) do nordeste brasileiro. Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na África, faziam muitas danças ao som de músicas. De fato tem algumas características africanas, mas a Capoeira em si é Afro-brasileira, pois os escravos Africanos a desenvolveram no Brasil usando para defesa e ataque!

    ResponderExcluir
  17. SUGIRO O USO DA PALAVRA "ESCRAVIZADO" AO INVÉS DE "ESCRAVO", POIS SABEMOS QUE AS PESSOAS NÃO SÃO POR NATUREZA ESCRAVAS, ELAS SÃO ESCRAVIZADAS.

    ResponderExcluir
  18. Qual é a importância da abolição para os negros

    ResponderExcluir